3/29/2005

O (mau) exemplo da Vicaima quando é preciso reagir a uma situação de crise

A Vicaima é, indiscutivelmente, uma das grandes industrias portuguesas e Álvaro Costa Leite, ainda hoje, o seu carismático líder. O veterano empresário de Vale de Cambra ergueu a partir de uma simples serração um império no sector da madeira (ver www.vicaima.pt).
A empresa é hoje uma multinacional, com presença activa nos mercados internacionais.
Mantendo-se fiel à actividade industrial, mesmo quando lançou-se no sector financeiro (através do banco Finibanco), Álvaro Costa Leite e o seu filho e braço direito, Arlindo Costa Leite, esqueceram esta terça-feira as boas maneiras e a diplomacia que uma situação de crise exigiria e resolveram reagir ao bloqueio das instalações levado a cabo por activistas da Greenpeace com agressões, respectivamente, a um operador de camara da SIC e a um elemento da Quercus.
Foram alguns, poucos, pontapés e lapadas, mas os suficientes para abalar, não tanto as vítimas dos incidentes, mas muito mais a (boa) imagem da empresa que fica manchada neste episódio (ver artigo do site Notícias de Aveiro).
A reacção negativa da Vicaima, levada ao extremo pelos seus maiores responsáveis, não tem justificação, mesmo que os métodos, conhecidos, da Greenpeace sejam, assumidamente, radicais e, no mínimo, controversos.
Tudo se resolveria não com ameaças e violência mas, como aliás percebeu bem, logo pela manhã, um jovem quadro da empresa, através do diálogo e política de portas abertas. Desautorizado pela chegada dos patrões, o director de produção, que tinha sabido ouvir os activistas a quem prestou alguns esclarecimentos dentro da fábrica, viu cair por terra o que parecia ser uma boa tentativa para minimizar os estragos.
Perante o cenário de crise, a administração da Vicaima não soube estar à altura e comprometeu seriamente a mensagem que, a toda a força, tentou transmitir para contrariar as acusações dos ambientalistas relativas à utilização de madeira supostamente proveniente de abates ilegais .
Os jornalistas foram também visados com um tipo de terrorismo verbal que se pensava estar irradiado da vivência democrática, ao serem acusados por darem o palco mediático que a Greenpeace habilmente sabe aproveitar.
Ora, ficarão os senhores administradores da Vicaima da mesma forma desagradados sempre que convocam a imprensa para, através dela, propagandear bons resultados económicos ou grandes negócios ? Nessas alturas, normalmente, é só sorrisos para as fotografias mas também é preciso estar bem preparado para evitar estragar o quadro com comportamentos, no mínimo, lamentáveis.
A Vicaima tem, manifestamente, de investir nas relações públicas se quiser apagar a mancha na opinião pública, talvez começando por pedir desculpa pelos excessos e repreender alguns dos seus funcionários ávidos de agradar ao chefe.
E deixar que o bom exemplo do jovem director de produção evite situações penosas como as que foram vistas esta terça-feira. Caso contrário, o preço a pagar poderá ser demasiado alto, começando logo por ver alguns potenciais clientes lembrarem-se da história ocorrida na hora de comprar uma porta de madeira.

3/28/2005

Grohe Portugal

A Grohe Portugal tornou-se a principal unidade fabril do grupo fora da Alemanha com a ampliação realizada na unidade de Albergaria-A-Velha que representou um investimento de 21 milhões de euros, dos quais 16 milhões em equipamento produtivo (ler notícia em arquivo).

3/25/2005

Certificação florestal

A Unimadeiras - Produção, Comércio e Exploração Florestal SA , estabeleceu com a multinacional Stora Enso um contrato de prestação de serviços para certificar a produção florestal dos seus associados.António Augusto Loureiro, director da empresa, atribuiu "importância primordial" a este processo em curso há dois meses e que deverá apresentar os primeiros resultados dentro de um ano (ler artigo Notícias de Aveiro).

3/24/2005

Entre Douro e Vouga Digital

Há um bolo de 8,1 milhões de euros para o Entre Douro e Vouga Digital que junta cinco municípios de Aveiro Norte. Investimento para gastar em várias áreas de intervenção: dinamização regional, governo electrónico local em banda larga, acessibilidades, infra-estruturas, projectos-piloto e concurso de ideias (notícia do Correio de Azeméis).

Olho nestes empreendedores !

Clustermedia, LIST (Light-Weight Structures & Technologies), Maqplast e Mems-Design foram os projectos da região de Aveiro presentes no Fórum InvestEBTec. A seguir o rumo destas empresas que querem desenvolver novos produtos e serviços (ler artigo em arquivo).

Concurso Nacional em Cerâmica

Não há muito tempo. As inscrições para o Concurso Nacional em Cerâmica terminam a 18 de Abril.
Teresa Salgueiro, voz dos Madredeus, é a cara da feliz iniciativa que junta a Recer, um grande grupo de empresas cerâmicas de Oliveira do Bairro, e o activo Centro Português de Design (informação em http://www.cpd.pt).

3/23/2005

Jovens Empresários Agrícolas

As inscrições na próxima edição do curso Jovens Empreendedores Agícolas terminam a 24 de Março próximo.

Lojinha d'Avó

O grupo Lojinha d'Avó (panificação) prepara a internacionalização. Com apoio de consultores conhecedores do mercado espanhol, tem praticamente decidido expandir as actividades para a Galiza. Em Março, deverá ser entregue um estudo de mercado que ditará o caminho a seguir para ter êxito. No final do ano, poderá estar a funcionar a subsidiária espanhola. Em Portugal, o franchising está a espalhar-se para o Sul (Portimão) e Norte (Cabeceiras de Basto). O alvo são vilas e cidades de média dimensão, que se revelam o mercado mais interessante. Santo Tirso, Entrocamento, Bombarral, Vagos e Funchal (Madeira) seguem-se na lista de casas novas. O que vai somar 19 pães quentes. A rede obriga a um esforço logístico grande para a distribuição de produtos (ler artigo no site Notícias de Aveiro).

3/22/2005

Ramos Catarino

A tradição empresarial da família Catarino vai na terceira geração. Tudo começou há 55 anos pelo avô, um serrador braçal que também teve fornos de cal muito tradicionais na região das Gândaras.
Manuel dos Santos, 69 anos e ainda no activo, deu continuidade ao pequeno negócio do pai e montou uma serração onde vendia materiais de construção. Depois passou também a construtor.
Em 1979, juntamente com a esposa, Maria Ramos Catarino, que vendia presépios de madeira e outros artefactos, decidiram constituir a Ramos Catarino, principal marca, ainda hoje, do grupo que sendo diversificado não deixa de ter traços comuns (ler artigo no site Notícias de Aveiro).

Inova-Ria

O portal da associação Inova-Ria, que representa empresas do cluster das telecomunicações em Aveiro, foi renovado.

Ciberguia

A Ciberguia levantou âncora de Aveiro pelas mãos dos irmãos Parreira em 1997, foi das poucas que aguentou o fim da "bolha" e ainda atraiu novos accionistas. Hoje assume-se como uma software house, navega no universo Salvador Caetano e tem novo rumo.