Gente comum que sabe ser empreendedora
Vender é uma arte e poucos a sabem dominar. Conheço gente simples que o faz com mestria sem cursos nem pós- graduações. Geralmente aliam a essa vocação características empreendedoras.
A senhora que me convence, sempre, a encomendar algo mais do Círculo de Leitores após um telefonema cândido e sugestões quase inocentes. Vejo-a num lufa lufa, ao fim de tarde, às vezes noite dentro, na sua bicicleta carregada de sacos de livros que distribui pela zona. Encontrou o seu precioso nicho de mercado.
Aparentemente alheio à crise do comércio dito tradicional, o senhor do mini-mercado não tem mãos a medir, literalmente. A montra temática semanal, que será uma pena não fotografar, espelham o brio no serviço que, dizem-me, é verdadeiramente de proximidade. O senhor, já de idade, encontrou outras formas de sobreviver aos hipermercados. Há mesmo quem, com menos tempo para as compras, deixe lista e ele depois entrega em casa ao fim do dia.
A simpatia não é a fingir quando a dona da pequena sapataria numa esquina da praça do peixe deixa que levem os artigos sem pagar na hora. Os clientes tornaram-se habituais. Calçado em conta e de qualidade são razões para voltar.
O dono do restaurante, jovem mas bem sucedido no negócio, não esquece a cara dos clientes. Cumprimenta sempre onde os encontra. Embora na periferia da cidade, são cada vez mais os fiéis. A comida agrada, o atendimento ajuda e o preço não sai fora das contas.
Estas pessoas merecem o meu respeito e sincera admiração.

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